“Nenhuma guerra pode ser santa!”

Outro dia estava conversando com um amigo meu sobre religiões – no sentido de Igrejas, não no sentido de fé por si. Acabou que chegamos à seguinte conclusão: desde o surgimento da religião como uma coisa formal, seu objetivo tem sido a obtenção de poder.

Sério, é só pensar no enorme poder dos sacerdotes egípcios; na influência dos sacerdotes gregos; no ENORME peso da religião no Império Persa, na Índia; e é só pensar em qualquer civilização antiga pra ver o peso da (por falta de uma palavra melhor) igreja.

Mas nem precisa ir tão longe. A Igreja Católica ainda hoje exerce um poder imenso sobre a mentalidade dos seus fiéis, e há resquícios ainda nos nossos costumes da época em que ela era a detentora suprema do conhecimento e poder. E as milhões de vezes em que se usou o termo “guerra santa” (e não foi só pela Igreja Católica…).

O que me incomoda nisso tudo é que, se você parar pra pensar, todas as religiões querem a mesma coisa – a evolução espiritual dos seus devotos; a prática de boas ações; um mundo melhor, enfim. Só que ao invés de todo mundo querer a mesma coisa e ser todo mundo feliz independentemente do invólucro da crença, as pessoas (que se vocês me perguntarem são a maior chaga da humanidade) insistem que só a sua crença é verdadeira, todo o resto vai pro inferno ou similar, e aí tentam ou converter ou matar as pessoas da outra crença. Babaquice maior nunca vi.

No fim, as pessoas não querem viver num mundo bom. Elas querem um mundo ruim. Esse é um assunto que dá muito pano pra manga, e provavelmente eu vou abordar de novo em outro tópico.

E não pensem que eu sou contra a fé, porque eu não sou. Super sou a favor de você ter sua crença, eu ter a minha e viveermos felizes e contentes, tentando fazer do mundo um lugar bom e viver nossas vidas do melhor jeito possível. Isso não significa que eu tenha que ser idiota e ignorar as imbecilidades que as pessoas fazem umas com as outras…

Abraços a todos e até uma próxima!

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